junio 02, 2011

As fichas caem.


O famoso estilista Tom Ford, em depoimento ao jornal Daily Mail sobre o lançamento de seu novo documentário "Visionaries", onde trata da vida do próprio e dos bastidores da criação de sua nova linha feminina, fez uma declaração incrível:

“Fico confuso com o que fazemos na moda, porque acabamos convencendo as pessoas de que elas não são perfeitas o suficiente. Promovemos o materialismo, que definitivamente não é o que traz felicidade ao mundo”.
Onde só confirma, que até um grande estilista pode "cair em si" e perceber que, sim, Beleza e Elegância são atemporais, têm sim suas imperfeições e principalmente de que o consumismo/materialismo desenfreado pode sim levar á infelicidade.
Ou melhor, não traz a felicidade ao mundo!

E complementa:
“Quando deixei a Gucci, voltei para casa, fechei as cortinas e dormi. Quando acordei, olhei meu calendário, que costumava estar lotado, e não tinha absolutamente nada. Eu não sabia mais quem eu era ou o que deveria ser.”

Pois o que ele tinha e pensava ser, não existia mais... Que bom que ele Despertou!

Viva Tom Ford e as "fichas que caem"! Viva o consumo CONSCIENTE!
Viva a Sustentabilidade!

marzo 20, 2011

S.T.Y.L.E.


Sempre falo aqui do Estilo ESSENCIAL, no meu modo de ver... Muitas vezes busco sintetizar. Nem sempre consiguo. Mas hoje encontrei na página de um amigo especial a síntese do que tento passar para vocês! Haleluiah! Ele fez por mim a mágica que tento há dois anos. Gracias Russel! <3

Então voilá!!!
Aqui abaixo segue a receita básica e MÁGICA do que quero passar a vocês como sendo o Estilo Essencial!

S.T.Y.L.E. - Simply Transmit Your Light's Essence

When we can relax into being ourselves, we can let our inner essence shine. True & genuine style has to do with being confidently & authentically yourself. Just let your love light shine & everything will be fine. A.B.C. - Acceptance Brings Contentment
(Author:-Russell McDougal - www.facebook.com/IsleofViewInsights)

E como imagem, minha eterna musa e mulher inspiradora: Audrey Hepburn em um momento iluminado...e Essencial!

Au revoir

marzo 11, 2011

Imagens que valem por mil palavras

Na entrada de mais um fim de semana, onde pensaremos nas catástrofes mundiais que têm ocorrido desde o início deste ano, somada á do Japão desta madrugada, deixo dicas cinematográficas, onde mais que palavras, ou a essência (que tanto repito aqui como um mantra!), valerão as imagens...
Que falam muito mais que mil palavras! E desejo que como na música: "A cada milágrimas sai um milagre”, isto gere milagres de mudança de pensamentos em consciências ainda adormecidas, para que despertem sobre como seu consumo altera o planeta, para não dizer, degrada.

A primeira dica de filme é SURPLUS-Terrorismo do Consumo, do Diretor Erik Gandini, que retrata a odisséia visual intensa filmada ao longo de três anos em oito países.
Surplus explora a natureza destrutiva da cultura consumista (onde a cadeia produtiva e consumista de moda, tem papel importante!).
Sobre um pano de fundo onde coabitam os líderes mundiais mais cínicos e lideres do pessoal das grandes empresas, o filme foca-se no controverso guru da antiglobalização, John Zerzan, cujo apelo à provocação de danos sobre a propriedade inspirou muita gente à intervenção direta nas ruas. Uma montagem impressionante numa série de imagens de cortar a respiração transforma a noção estatística, segundo a qual 20% da população mundial absorve 80% dos recursos globais, numa intensa experiência emocional.



E a segunda boa dica da semana, segue a mesma linha.
O documentário THE CORPORATION, de Mark Achbar, Jennifer Abbott e Joel Bakan, é baseado no livro “The Corporation – the Pathological Pursuit of Profit and Power”(A Corporação - A Busca Patológica por Lucro e Poder), de Bakan, que também é o roteirista do filme.

O documentário traz depoimentos muitas vezes polêmicos como o de Milton Friedman, economista vencedor do premio Nobel que diz “ Pedir a uma corporação que seja socialmente responsável faz tanto sentido quanto pedir a um edifício que o seja.
E coloca em discussão o relacionamento das grandes companhias com o indivíduo em várias dimensões (social, cultural e política), evidenciando como a lógica do lucro pode ser responsável pela construção da cultura corporativa e da responsabilidade social e política das organizações.



Bom final de semana reflexivo! Desejo profundamente que de milágrimas nasça um milagre de tornarmo-nos mais conscientes, responsáveis e compassivos pelo Planeta em que vivemos!

Grata por me ouvir.

febrero 23, 2011

Encanto, Sedução e Roupa



Outro dia cruzando a Baía de Guanabara de barcas presenciei uma cena que me inspirou a postagem de hoje.

Um calor de 40 graus, tarde carioca ensolarada de alto verão, no embarque das balsas sob a brisa do oceano avisto uma cena típica das mulheres cariocas e porque não dizer, brasileiras?
Uma mulher jovem, com “tudo em cima” porem apertadíssima em seu traje justo, além das medidas! Vestia uma blusa de tecido sintético colada ao corpo com saia de bandas elásticas pretas, curtérrima. A blusa era tomara-que-caia, a saia tinha 30 centímetros no máximo e eram assessorados por um salto de pelo menos 15 centímetros.

Era evidente o desconforto!

Claro, a moça chamava atenção de todos os olhos, acho eu, atingindo o seu objetivo.
Mas fiquei me perguntando para que? Para que tanto aperto, tanto decote, tanto, tanto a expor? Pois além de expor o corpo, as curvas e as qualidades todas, estavam à mostra o sutiã e o total desconforto do aperto e do calor. O que tornava seus movimentos justos e pequenos pela impossibilidade de serem fluidos, o que era notado por todos.

Ali olhando, me ocorreu a sensação da necessidade que algumas mulheres têm de acharem que a roupa poderá fazer com que sejam mais amadas, ou melhor dizendo, bem amadas.
Todas cometemos este engano uma ou várias vezes. E algumas a vida toda.

Sim, a roupa nos identifica, conta quem somos e em geral aponta nosso estado de humor.
Nos torna mais belas na medida em que são apropriadas ao nosso biotipo físico, e isto inclui não serem nem grandes e nem pequenas demais, mas na medida!
E há um grande engano aqui e ao redor do mundo de que roupa justa emagrece. É um engano fatal!
Roupa justa demais expõe, o que deve e o que não deve aparecer.

E na mentalidade brasileira existe a falsa crença de que peito e bunda a mostra dão mais cartaz... Torna-nos mais bonitas, almejadas, cortejadas. Será?
Será que aquele cara realmente interessante, se interessa só pelo seu visual exposto?
Será que a capacidade dele não consegue ver o seu conteúdo, o seu encanto pessoal, sem ser o físico?

Será que seu encanto só aparece espremido por roupas justérrimas e saltos gigantes?

Eu deixo aqui minha opinião profissional e de mulher.
Como mulher digo:
Não esprema sua auto-estima! Faz mal a saúde!
Seu conteúdo vale mais que qualquer desconforto!
Sua beleza está bem além das suas curvas e qualidades físicas.
Como consultora de imagem digo:
A sedução não está em mostrar tudo! Ao revés, um jogo de insinuação cumpre bem mais esta função. Por vezes uma transparência seduz mais que deixar tudo a mostra.
E por favor, saiba diferenciar elegância de vulgaridade, essencial para se ter um estilo encantador.

Drummond e a Etiqueta

Um poema de Drummond para pensarmos se consumimos ou se somos consumidos...

enero 22, 2011

Obsolescência planejada

Levo tempos sem vir aqui...
Como explicado anteriormente, tenho momentos de profundos mergulhos. E nos meus mergulhos últimos vi muita coisa, muita coisa aconteceu e muita informação e insights foram gerados.

Começo a volta com este vídeo que trata de uma indústria de Obsolência planejada, algo que você precisa ver para entender melhor e repensar seu consumo diário, na Vida e no Planeta. E de como somos manipulados por nossas indústrias!

Dê uma olhada.


Volto já!