diciembre 02, 2009

Elegância do Comportamento



Hoje volto aqui para tratarmos de um assunto tão em desuso e tão fundamental nos tempos atuais: ELEGÂNCIA.

E por falar na mesma, antes de mais nada gostaria de utilizar umas das palavrinhas mágicas de elegância: desculpas. Demorei a bessa para retornar pelas correrias da vida, deixei o blog em longo período de silêncio. Me desculpem.

E afinal o que é a elegância?
Como define a querida Constanza Pascolato em seu livro "Confidencial":

"Frequentemente confundida com estilo, elegância é, na definição literal, o requinte que distingue a postura correta, o desembaraço amável, a graça com ar de aparente indiferença.
Elegância é apuro do porte e das maneiras. Tem muito mais a ver com aprimoramento pessoal do que com aparência. Por isso, depende de aprendizado contínuo, a vida inteira."

Ou seja, um trabalho constante de aprimoramento pessoal e interior. Digamos da ALMA!
Que automaticamente se refletirá exteriormente como beleza natural.

Hoje em dia, nós das grandes cidades, perdemos facilmente a elegância na correria do dia-a-dia.
Então vamos definir melhor de que se trata a elegância, conhecendo este excelente texto da Martha Medeiros:

"Existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso, esteja cada vez mais rara: a elegância do comportamento.

É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado.

É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a hora de dormir e que se manifesta nas situações mais prosaicas, quando não há festa alguma nem fotógrafos por perto.

É uma elegância desobrigada.

É possível detectá-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam, nas que escutam mais do que falam. E quando falam, passam longe da fofoca, das pequenas maldades ampliadas no boca a boca.
É possível detecta-la nas pessoas que não usam um tom superior de voz ao se dirigir a frentistas, nas pessoas que evitam assuntos constrangedores porque não sentem prazer em humilhar os outros.

É possível detectá-la em pessoas pontuais.

Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece, é quem presenteia fora das datas festivas, e, ao receber uma ligação, não recomenda à secretária que pergunte antes quem está falando e só depois manda dizer se está ou não está.

Oferecer flores é sempre elegante.

É elegante você fazer algo por alguém e este alguém jamais saber disso...
É elegante não mudar seu estilo apenas para se adaptar ao outro.
É muito elegante não falar de dinheiro em bate-papos informais.
É elegante o silêncio, diante de uma rejeição.
Sobrenome, jóias e nariz empinado não substituem a elegância do gesto.
Não há livro que ensine alguém a ter uma visão generosa do mundo.
É elegante a gentileza...
Atitudes gentis, falam mais que mil imagens.
Abrir a porta para alguém... é muito elegante.
Dar o lugar para alguém sentar... é muito elegante.
Sorrir sempre é muito elegante e faz um bem danado para a ALMA...
Olhar nos olhos ao conversar é essencialmente elegante.
Pode-se tentar capturar esta delicadeza pela observação,mas tentar imitá-la é improdutiva.

A saída é desenvolver a arte de conviver, que independe de status social: é só pedir licencinha para o nosso lado brucutu, que acha que “com amigo não tem que ter estas frescuras”.
Educação enferruja por falta de uso.
E, detalhe: não é frescura."

E por falar em frescura, gostaria de lembrar que se pede desculpas aos amigos também. É fundamental! Tenho escutado muito nos últimos tempos que não se precisa pedir desculpas para amigos, por serem amigos. Gente!!! O primeiro passo para a boa educação é praticá-la! E de preferência com os mais próximos! Por favor, sejam sim, elegantes com seus amigos caso queiram manter a amizade em dia e não desgastada.
Quem inventou esta regra não é lá muito elegante, ao meu ver.

E para finalizar com Constanza:
"Ser elegante... é uma forma de colocar-se em harmonia com o universo, se supeprar, evoluir, viver alegrias, prazeres relacionados à criação. ...é uma questão existencial, de como você pensa sua vida, como se coloca no mundo."

Martha disse que oferecer flores é sempre elegante. As da foto foram um presente assim, sem esperar, precisar. Um luxo! Se tornaram inesquecíveis.

Recomendo a todos, inclusive a mim, que neste fim de ano revisemos nossa elegância e façamos um esforço maior para passar pelas festas de final de ano de forma absolutamente evolucionária e sustentável. Tornemo-nos elegantérrimos!
Dá trabalho sim! E muito! Mas aprimora e faz bem, lá na Alma.

Bjs e até a próxima!
Se não nos vermos antes: BOAS FESTAS e um lindo e elegante 2010 para você e os seus.

julio 29, 2009

E beleza, o que é? O ponte guapa chica!

Continuando a esfera de perguntas e respostas...

Vamos dar uma olhadinha nos conceitos de beleza.

Gosto do que diz a wikipedia:

"A beleza é uma experiência, um processo cognitivo ou mental, ou ainda, espiritual, relacionada à percepção de elementos que agradam de forma singular aquele que a experimenta. Suas formas são inúmeras, e a ciência ainda tenta dar uma explicação para o processo."

Gostaria de indicar dois vídeos sobre a indústria da moda (que vem nos "socorrer" sempre!), já que imagens valem mais que milhões de palavras.
Aproveitem e depois me contem.

Deixo também a pergunta: Em que (onde/como) você baseia seu padrão de beleza?

Beauty Pressure - Campanha Dove



Dove Evolution




Hoje em dia, devemos pensar muito bem antes de consumir, para atuarmos no planeta de forma positiva e sustentável, pois a dita indústria da Moda, também por vezes dita modas nada sustentáveis, apesar de dizerem-se socialmente responsáveis.

Ponte guapa chica! E mantenha-se saudável, esta é a melhor beleza!

O que é Sustentabilidade? E Moda Sustentável?



Trato aqui de Sustentabilidade, de Moda Sustentável, mas nunca tratei antes do tema em si. Como percebi que este tema é quase um tabu entre nós, já que todos falam e nem todos sabem bem o que é...vamos lá, vou tentar elucidar.

Segundo o site da Ecologia Urbana, diz-se:
" Segundo a Wikipédia: Sustentabilidade é um conceito sistêmico, relacionado com a continuidade dos aspectos econômicos, sociais, culturais e ambientais da sociedade. "

Mas afinal de contas o que é sustentabilidade? E o que quer dizer isso?
" Sustentabilidade nos dicionários estará definida como a capacidade de ser sustentável. Mesmo parecendo uma redundância; esse conceito quando aplicado em relação à atuação humana frente ao meio ambiente em que vive, é plenamente compreendido e se assenta como uma luva. Nesse contexto, entendemos que sustentabilidade é a capacidade de um indivíduo, grupo de indivíduos ou empresas e aglomerados produtivos em geral, têm de manterem-se inseridos num determinado ambiente sem, contudo, impactar violentamente esse meio. Assim, pode-se entender como a capacidade de usar os recursos naturais e, de alguma forma, devolvê-los ao planeta através de práticas ou técnicas desenvolvidas para este fim. "

"... É muito importante entender e saber que a adoção de práticas sustentáveis na vida de cada indivíduo é um fator decisivo para possibilitar a sobrevivência da raça humana e a continuidade da disponibilidade dos recursos naturais.

Ao atuarmos de forma irresponsável e queimarmos indiscriminadamente nossos recursos naturais, sem dar tempo ao planeta para se recuperar, estamos provocando a escassez de recursos necessários a nossa sobrevivência e dificultando a vida de milhões de pessoas. Um exemplo clássico disso é a falta de água potável, que muitas comunidades vem enfrentando em alguns países e que, se uma forma mais grave de escassez se manifestar, acabará causando guerras pela posse e conquista das fontes de água potável remanescentes.
Se todos entendessem a importância da adoção de práticas de sustentabilidade desde muito cedo; todas essas alterações climáticas poderiam ser evitadas ou retardadas ao máximo e os recursos naturais estariam disponíveis e fartos por muito mais tempo. O que daria tempo para a humanidade buscar formas mais eficientes para resolver esses problemas em longo prazo.

Ações aparentemente simples e de pouco impacto, quando tomadas por um grande número de pessoas, tornará a sustentabilidade uma realidade palpável e real em qualquer parte onde haja a presença humana e garantirá a sobrevivência de nossa espécie por muito mais tempo."


Em se tratando de Moda Sustentável, no caso do consumidor final, seria uma postura consciente em relação ao consumo dos produtos de moda que adquirimos e como interferir positivamente na Cadeia Produtiva da Moda.

Como? O que? Quem? Você deve estar perguntando. Calma que ninguém vai preso não!

“As Cadeias Produtivas compreendem todas as atividades articuladas desde a pré-produção até o consumo final de um bem ou serviço. ”  (Instituto Gênesis)  Ou seja, a elaboração e fabricação de algo.
Interferir positivamente, de forma sustentável, seria comprar conscientemente, atuar com consumo consciente. Como? Comprando somente o necessário, não a moda mas o Estilo! Como dizia Chanel: a moda passa, o Estilo fica!

Pensando de quem e o que comprar. Será que a marca que você tanto gosta e apóia com sua compra é socialmente responsável? Já parou para pensar nisto? Será que ela emprega mão de obra infantil? Polui rios e nossa água pura do Planeta? Polui nossos ares? O quanto que esta camiseta que você veste conserva ou massacra o planeta e o meio ambiente em que você vive?

É disto que quero tratar aqui.
Duro, polêmico, mas é uma realidade que deve ser tratada. E RE-pensada! E você faz parte disto cada vez que compra, e muitas vezes, joga fora uma peça de roupa sem uso.

Moda Sustentável trata de consumo consciente e não de moda da temporada, de vitrine e alegoria. Mas de estilo e atitude pessoal, que melhora a sua auto-estima, sua alma e seu viver. Que imprime no seu dia a dia uma assinatura de cooperação para uma qualidade de vida do planeta e não apenas do seu universo umbigo.

Por favor, contribua e pratique para o consumo consciente. Eu garanto, você vai se sentir mais bela e feliz.

Au revoir, até já.

imagem: http://www.design-seeds.com/

julio 02, 2009

Malba Tahan

E para completar a última postagem...Uma parte de um conto de Malba Tahan que adoro, que se chama: Uma lenda de Krishnamurti.



“Os trajes que cobrem o corpo não medem o valor do homem.
...Que adianta ao homem vestir-se de sedas e ter a alma nua de virtudes e de predicados?
Interessa-me tão somente as roupagens do espírito e não os vestidos e bordados que cobrem a matéria...”

Deixar-se Amar

Continuando o assunto do Espelho, ou auto-estima, da semana passada, decidi compartilhar este texto sublime e didático com vocês. Refletir é viver.
“Dizem os antigos sábios do Zen que para compreender a realidade, às vezes é necessário pensá-la ao revés: estamos tão condicionados a olhar as coisas de determinada maneira, que os outros pontos de vista ficam sem ser explorados. E no não explorado poderia estar a verdade!

Vamos com este espírito até o tema da auto-apreciação. Quando abordamos essa idéia, o primeiro que costuma surgir é que um "deveria" aprender a querer a esse que um é em sua profundidade; logo que rechaçar-se durante anos, se auto-exigir, depreciar-se, um se dá conta de que necessita lograr fazer as pazes consigo. Então busca estabelecer certa corrente afetiva desde "ESSE," que se é, permanecendo com frequência na luta entre desestimar-lo e aceitá-lo... Ou seja: "Me seria mais fácil aceitar-me a mim mesmo... se não fosse assim, como sou!". Que paradoxo...

Como seria pensar este assunto ao revés? A princípio, vislumbrando que o que chamamos "Si Mesmo" não é nossa identidade superficial, condicionada por todo o aprendido, se não nossa identidade mais recôndita: aquilo que éramos ainda antes de nascer e que seguiremos sendo ainda depois de morrer. Uma porção do Todo encarnada em forma humana.

Nossa Essência. Nosso Centro.

Durante um longo período da vida vivemos nos subúrbios desse Centro (ou as vezes diretamente em outro país interior!); e quando buscamos exercer a famosa "auto-estima" termina sendo... o ego tratando de amar ao ego: pura superfície! Assim, essa "auto-estima" se despenteia ao mais mínimo vento, se despluma ante qualquer crítica ou rechaço do ambiente... E então? Então talvez se trate de algo mais profundo, pois todo amor unilateral está destinado à frustração. Ou seja: não é só trabalhar para "nos querer e aceitar-nos" (desde a periferia até o Centro de si) se não também... deixar-nos amar por nosso Si Mesmo! Ainda que pareça estranho: desde o Centro até a periferia. Vejamos o que é o que isto significa...

O poeta Sufi Rumi (desde o ano 1200) dizia que "o melhor Amor é o Amor sem objeto": o Amor em si, como matéria prima, ainda antes de depositar-se em nada nem em ninguém. Sua fonte está nesse Centro com o qual necessitamos restabelecer contato (como o tivemos quando éramos crianças, mas que perdemos ao crer-nos ser o da periferia, o condicionado... o irreal!). Rumi perguntava: "Te visitas a ti mesmo com regularidade?". Desde esta visão invertida, a tarefa é nos dispor não só a "nos querer e aceitar-nos", se não também a RECEBER a afetividade que pode IRRADIAR ATÉ NÓS nosso Si Mesmo. Ele valora os imperfeitos esforços humanos que tenhas feito para se re-contatar, -a cegas e sem guia-... difícil tarefa que muitíssimos nem se quer tentam. Te convidamos a explorar, pouco a pouco, como seria deixar-te amar por essa porção do Todo que te habita; deixar-te ajudar por ISSO, deixar-te acompanhar por ELE. Talvez sempre quis ser teu amigo, mas não tenha podido receber seu Amor... só porque não o sabias! Agora te chegou esta notícia. Damos-te nós e queremos que também a dê o magnífico poeta antilhano Derek Walcott (Premio Nobel de Literatura em 1992):

O AMOR DEPOIS DO AMOR



O tempo virá
quando, com grande alegria,
tu saudarás a ti mesmo
que chega a tua porta, em teu espelho,
e cada um sorrirá a bem-vinda do outro,
e dirá: ‘ Senta-te aqui. Come.’

Seguirás amando ao estranho que foi tu mesmo.
Oferece vinho. Oferece pão. Devolve teu amor
a ti mesmo, ao estranho que te amou
toda tua vida, a quem não conheceu
para conhecer a outro coração
que te conhece de memória.

Recolhe as cartas do escritório,
as fotografias, as desesperadas linhas,
desprega tua imagem do espelho.
Senta-te. Celebra a vida. “


Autores: Virginia Gawel & Eduardo Sosa, Diretores do Centro Transpessoal de Buenos Aires, http://pensamientosensible.blogspot.com/ Permitida sua reprodução citando esta fonte.

junio 24, 2009

Espelho, espelho meu...


Espelho, espelho meu, diga-me: quem é mais bela do que eu?…

O espelho nos reflete, nos devolve nossa imagem, nos ajuda a maquiar-nos, a nos arrumar e a ser mais elegantes, nos mostra nossos lados ocultos...
Em todas as casas existe ao menos um espelho, ele faz parte de nossas vidas. Espelhos datam das antigas épocas das civilizações egípcia, grega, romana e etrusca, onde eram fabricados com metal polido, geralmente de prata ou bronze. Ou seja, faz parte da humanidade se admirar em espelhos.

Se em muitas casas os espelhos são elementos decorativos, para algumas pessoas são aliados e para outras, um elemento de tortura. Olhar-se no espelho pode ser um ato de beleza para alguns e um momento de pânico para outros.

Da mesma maneira, muitas pessoas sentem temor ao aproximar-se do espelho, inclusive aqueles que têm uma imagem corporal positiva, alguns dias se sentem desanimados diante do mesmo.

A imagem corporal, quer dizer, a percepção que temos do nosso próprio corpo, é algo que muda constantemente. Daí ao que é definido como o “corpo ideal” em cada cultura, joga um peso determinante na nossa imagem corporal. Vivemos imersos numa sociedade que nos impõem padrões de beleza que beiram o inatingível ou não são saudáveis, sendo assim não devemos permitir que estes padrões nos assolem, nem que a publicidade e os comentários determinem como devemos ser.

Ver-se bem é importante, aumenta nossa auto-estima, sem dúvidas, mas estar saudável é mais importante.

Quando criança, iniciamos o conhecimento do próprio corpo através do espelho.
É a chamada fase especular. A princípio nos surpreendemos com o que vemos.
Tentamos pegar a nós mesmos, sorrimos sem nos reconhecer, mas depois acabamos por descobrir que a imagem ali refletida é a nossa pessoa. Então, descobrimos nossa cor, se nossa barriga é saliente, se nossas pernas são grossas ou finas, compridas ou curtas. É claro que ainda sem possuir conceitos ou padrões. Observamos e analisamos sem nos qualificar.

Na verdade, todos nós seres humanos, conservamos a fase especular ao longo da vida.
E creio ser importante este passeio até o espelho, mesmo depois de grande, para que possamos nos re-conhecer, ver melhor.

Onde estou bem? Onde nem tanto? Como anda minha postura? Meu derrière?
É importante olhar-se para enxergar-se! Ver-se refletido no espelho conta muito sobre mim mesmo.
Ele é nosso companheiro diário. Na verdade, é para ele que olhamos logo que acordamos. Onde nos mostramos como somos, sem disfarces, sem qualquer pudor.

Dependendo da forma como se interpretar a imagem ali refletida, o espelho poderá se tornar nosso melhor amigo ou nosso pior inimigo.
Eu sugiro a você, que o torne seu melhor amigo. Aquele que te ajuda a ver melhor, mesmo quando as coisas não estiverem indo muito bem, mas que com paciência, atenção e carinho, tudo pode ficar bem melhor, mais iluminado e claro.

Olhe-se no espelho e reflita sua Alma, não o que os outros esperam de você.
Seja gentil com você mesmo e ele refletirá gentileza e compaixão em seu reflexo!