diciembre 18, 2011

Cansei de ser chata, rasa. Vamos mais profundo!










Andei, vazei, esvaziei e voltei. Versão mais profunda, 12ponto12.
Como sempre chega o final do ano e eu venho me despedir de uma etapa para iniciar outra junto ao blog. Creio que alegria e humor são partes fundamentais da vida e hoje em dia tão necessárias, então decidi utilizá-los aqui para que nossas conversas sejam mais claras, iluminadas e leves, assim como desejo que seja o novo ano que se aproxima para todos vocês.

Estou gestando este texto há uns 3 ou 4 meses, sem brincadeira. Li muito, pesquisei, ouvi o mundo, mas o texto não nascia. Ia e vinha na minha mente, pois acho que são assuntos muito importantes e quero trazê-los para o foco do consumo consciente e não me encontrava para finalizá-lo. Acho que agora vai.

Quero tratar faz algum tempo de como se formam paradigmas, que a moda impõe e o mundo corre atrás, geralmente sem pensar ou refletir. Da obstinação da indústria da moda pelo luxo, ou novo (como assim novo?) luxo em contraponto com a “fast fashion” (moda rápida).
Primeiramente pensei em separá-los, mas creio que achei o fio da meada ao juntar tudo. Vamos lá.

Hoje vou, sobre tudo, contar histórias.
No início da moda, as roupas eram feitas sob medida, a chamada “haute couture” (alta costura) o que encarecia as peças, por serem personalizadas, exclusivas e sem grande escala (feitas uma a uma à mão) com materiais nobres também produzidos em pequena quantidade em geral vindos de terras distantes, mas o caimento e elegância proporcionada são incomparáveis. Verdadeiras obras de arte!
Aqui faço um parêntese: a roupa sob medida prioriza as proporções de cada pessoa o que automaticamente favorece cada corpo e volume em particular, valorizando seu estilo próprio. Ou seja, a roupa da costureira é um luxo, porque só você tem e é sob sua medida.

Continuando, com a recessão causada pela segunda Guerra e a necessidade de aquecimento econômico, surgiu a “pret-a-portêr” ou “ready to wear”, a famosa roupa pronta para uso, pois não necessitava provas nem ajustes personalizados, o que possibilita a produção em grande escala, reduzindo custos e tempo de produção. Muitas peças são produzidas em um curto espaço de tempo e os materiais, também produzidos em larga escala e mais acessíveis e, diga-se de passagem, sem tanta qualidade. Nesta produção em massa, que gerou uma criação massificada de moda e estilos, se desmonta o estilo pessoal.

Se me acompanha até aqui, entendeu que a partir desta jogada mercadológica a indústria da moda deixou de ter um estilo para produzir paradigmas, ou padrões a serem consumidos. O corpo particular torna-se a partir daqui um volume: pequeno ou médio ou grande. Quando muito, extragrande ou extra pequeno. As curvas e proporções individuais se tornam um padrão massificado. A elegância é massificada e em alguns casos, muito questionável.

Bacana podermos consumir mais por menos. Muito mais, aliás, já que a alta produção precisa escoar e dar continuidade a fabricação. Uma cadeia produtiva da moda e consumo que não podem mais parar, custe o que custar o progresso precisa continuar. Nasce o consumo compulsivo.
Os industriais de matérias primas, principalmente de fios (tecelagem) e pigmentos têxteis, começam a ditar o que se deve produzir para que girem os seus produtos em particular. Por exemplo, o pigmento preto está em alta no estoque porque as cores vivas foram tendência na última temporada, agora então terei de vender preto e cores que o empreguem, logo está composta a cartela “must have” do momento.  Com as fibras têxteis passa o mesmo. E isto se reflete inclusive nos formatos das roupas. Se numa estação a silueta é justa ao corpo e sobraram muitos fios, que produzem metros excedentes de tecidos, minha estação seguinte bem provavelmente terá roupas amplas, ou as ditas “over sized”. E se numa estação há muitos artigos de fibras naturais, as sintéticas que ficaram em estoque, serão potencialmente a tendência da próxima.
Lembram que as modas vão e vêm?
Pensaram que os estilistas eram os super criadores do mundo fashion, hãn? Nem tanto, nem tanto.
O Comitê Internacional da Moda que aglutina os maiores industriais e produtores de matérias primas no mundo, são sem dúvida os primeiros desta fila.

Agora que já falamos dos bastidores da criação e os padrões de moda impostos no mercado, vamos comentar os paradigmas.  Penso que está claro que seguir a tendência de moda é aceitar um padrão estabelecido pelo mercado de consumo que, nem sempre, foi pensado para realmente valorizar sua beleza e estilo pessoal. E nós, que somos os consumidores, pagamos por isto e os aceitamos.
E por que será?
Creio que vários fatores nos levam a isto. O principal é o bombardeio que sofremos através das mídias que nos convencem de um “padrão de beleza” de ponta ou “global”, somado ao nosso desconhecimento do que realmente me veste e faz bem, e uma ingenuidade que nos leva a consumir compulsivamente. Estamos reagindo ao invés de agir. Nós temos uma livre escolha, mas me parece que estamos anestesiados por uma imensa falta de informação que não nos deixa pensar nem agir. Devemos criar um modo mais amplo de pensar e atuar.

Tudo parece tão lindo e maravilhoso! Só parece.
Devemos pensar em por que e para que consumir tanto. Que cada vez que consumo, invisto em uma cadeia produtiva que em sua maioria não é saudável. Seja por poluir águas, ares, por empregar mão de obra sem condições adequadas, por não ser sustentável, o que seja, estou conivente com um sistema prejudicial ao planeta, à vida.

O padrão fast fashion foi uma forma de acelerar o processo de consumo que estava sofrendo uma baixa e um aquecimento rápido, mesmo sendo forçado pelo mercado, poderia reverter isto. E reverteu sim, somente para os fashionistas.
Porque no geral este tipo de estratégia é muito prejudicial. A mão de obra empregada em sua maioria é semi-escrava por conta dos prazos a serem cumpridos. A poluição causada por este processo é sem fim. Ou seja, nada sustentável, só para ter mais roupa no guarda-roupas a custo reduzido?
O custo na realidade é altíssimo e extravagante!
Porém de alguma forma a indústria da moda conseguiu embutir na cabeça geral da nação de que por ser fast, você também tem de ser veloz em comprar, porque se não acaba! “E como é que se faz para viver sem aquela peça X, meu Deus?”
Me poupem de responder a pergunta acima.
O que te peço é: raciocine! Como dizem por aí: realiza!
Você acha mesmo que deve ter aquela peça no seu guarda-roupa? Okay ela é uma pechincha, mas tem qualidade? E muito além disto, vale pagar pelo sofrimento alheio para ter esta peça no seu corpo? E estimular um sistema prejudicial? Realiza#2!

Agora vamos ao luxo.
O luxo na era dos reis era luxo. Todos queriam o luxo que vinha de terras quase inacessíveis e custava o olho da cara, pois simbolizava literalmente a realeza, o topo da hierarquia. Brocados da China, Sedas da Índia, tudo uma maravilha e a peso de ouro. Veio a massificação da moda, o estilista famoso lança hoje e a China copia igualzinho amanhã... O luxo exclusivo tornou-se artigo de luxo. Passou a ser muitas vezes, tom arrogante e pretensioso. E acorda, pois a monarquia acabou faz tempo, a que ficou é fachada de ditadura.
Então, lá vem a indústria da moda outra vez: agora temos o novo luxo! Aquele que é igual, mas com outros nomes e fachadas se torna quase inacessível, como se voltássemos aos tempos dos reis, e o paradigma agora é:
“Se você comprar esta pecinha, que custa dois olhos da sua cara mais meio nariz, você se sentirá e aparentará ser o REI do mundo!” De lambuja você leva e incorpora a sensação de que todos te respeitam mais, te obedecem mais e te amam mais!
Ora por favor, vai cair nessa? Vai se esquecer que neste processo provavelmente estão envolvidas formas de produção nem sempre sustentáveis e corretas? E crer que para ser “mais” precisa disto? Realiza#3!

Minha dica é: goste mais de você. Goste mais das pessoas. Goste mais do mundo!
Roupa é como obra de arte, ela tem de te fazer feliz e fazer brilhar seus olhos. Não porque o mercado ou a vendedora diz, mas porque realmente te cai bem e faz você se sentir mais bonita. Mais amável em si, e não mais amada pelo olhar alheio.
Digo que meu guarda-roupa contém obras de arte e não apenas roupas. Porque tenho coisas ali, que foram feitas com muito esmero. Na medida e proporção do meu corpo. Mesmo as compradas em lojas ou brechós. (SIM, eu compro e muito em brechó! Farei um post só sobre isto.) Porque conheço as minhas proporções, sei o que me cai bem e conheço as marcas, sei dos cuidados empregados nas peças, porque fica impresso na alma da roupa.

Vista sua alma, não apenas seu corpo!

Este é meu desejo para seu novo ano. Que em 2012, você possa vestir bem mais que seu corpo, possa preencher sua alma de alegrias, felicidades e graças. E com isto contagiar e ser contagiada pelo mesmo impulso amoroso por todos a sua volta. Um impulso Essencial de Vida!


E agora um listão de presentes:
1.      Um vídeo que faz parte do excelente filme “Janela da Alma”, recomendo, pois trata muito sobre paradigmas sociais. Aqui fica a parte do mestre José Saramago, que resume essencialmente o que quero que entendam: (atente bem a partir dos 4 minutos) 


2.      Como sempre falo e repito por aqui: Já parou pra pensar?
Para um feliz Natal alegre e divertido, uma visão de como se pode usar moda e ter estilo sem ser clichê ou uma vitrine ambulante, mas como obra de arte. Este vídeo da Cris Guerra me estimulou muito. E eu só agradeço sua existência! Veja depois dele, sobre a vida e a virada de vida desta guria. É muito motivador, ela é uma guerreira e vencedora! Dá um exemplo de vida. Inspire-se!



3.      María Antonieta Solórzano nos conta porque consumimos tanto e que é possível reverter isto, um vídeo sobre mudança de paradigma.



4.      Os paradigmas vistos pela espiritualidade por Lama Padma Samten, que nos fala sobre o mundo interno e a superação da ingenuidade.



5.      Um vídeo sobre a (real) História dos Cosméticos, que é um alerta muito importante que não só desconstruiu paradigmas de beleza, mas me chocou! NÃO DEIXE DE VER.



6.      E por último uma visão de como caminham as coisas para 2012. É um teaser de um filme a ser lançado que não deve deixar de se ver. É polêmico sim, mas devemos nos informar e entender melhor a realidade do mundo atual.




7.      AH! E não posso deixar de comentar e agradecer! Como vocês todos sabem, um blog vive e revive de seus leitores e comentários, se não fico achando que falo sozinha! Foi muito importante a participação de vocês todos, mas especialmente gostaria de agradecer a Anay Nascimento, uma nova leitora que se tornou amiga e a maior incentivadora deste blog. Muito grata Anay querida, que seu 2012 seja iluminado e frutífero, se é que me entende. :)  Para todos vocês, um lindo Natal sustentável e alegre! 




Beijos para todos, Boas Festas, au revoir, até já. _/\_

noviembre 03, 2011

Lembrete do bom

Por hoje, só uma dica poética:
Esta música "SOCIETY" de Eddie Vedder, traduz muito bem com o que concordo e tento passar aqui no blog.  Deixo a letra, junto a uma imagem que vale por mil palavras.

Oh, it's a mystery to me
We have a greed with which we have agreed
And you think you have to want more than you need
Until you have it all you won't be free

Society, you're a crazy breed
Hope you're not lonely without me...

When you want more than you have
You think you need...
And when you think more than you want
Your thoughts begin to bleed
I think I need to find a bigger place
Because when you have more than you think
You need more space

Society, you're a crazy breed
Hope you're not lonely without me...
Society, crazy indeed
Hope you're not lonely without me...

There's those thinking, more-or-less, less is more
But if less is more, how you keeping score?
Means for every point you make, your level drops
Kinda like you're starting from the top
You can't do that...

Society, you're a crazy breed
Hope you're not lonely without me...
Society, crazy indeed
Hope you're not lonely without me...

Society, have mercy on me
Hope you're not angry if I disagree...
Society, crazy indeed
Hope you're not lonely without me...
--

É um mistério para mim
Nós temos uma ambição que concordamos.
E você pensa que você tem que querer mais do que precisa.
Até você ter tudo, você não estará livre.

Sociedade, sua raça louca.
Espero que não esteja solitária sem mim.

Quando você quer mais do que tem
Você pensa que precisa.
E quando você pensa mais do que você quer
Seus pensamentos começam a sangrar.
Acho que preciso encontrar um lugar maior
Pois quando você tem mais do que imagina,
Você precisa de mais espaço.

Sociedade, sua raça louca.
Espero que não esteja solitária sem mim.
Sociedade, realmente louca
Espero que não esteja solitária sem mim.

Tem aqueles achando, mais ou menos, que menos é mais
Mas se menos é mais, como você mantém um placar?
Quer dizer que pra cada ponto que faz, seu nível cai
É como começar do topo
Você não pode fazer isso.

Sociedade, sua raça louca.
Espero que não esteja solitária sem mim.
Sociedade, realmente louca
Espero que não esteja solitária sem mim.

Sociedade, tenha piedade de mim
Espero que não fique brava se eu discordar
Sociedade, realmente louca
Espero que não esteja solitária sem mim...

Esta canção faz parte da trilha sonora do filme "Na natureza selvagem", que foi baseado em fatos reais (livro: Into the Wild do escritor, jornalista e alpinista estadunidense Jon Krakauer, publicado em 1996). 

Conta a história de um rapaz recém formado, de família abastada que resolve doar todo seu dinheiro e sair pelo continente americano para chegar no Alaska, sem companhia ou deixar rastros, ele busca o melhor dentro de si com o que tem, sua natureza primordial e essencial
Vale a pena conferir! Um filme profundo e tocante.
Deixo aqui um clipe do filme com a música:


Espero que gostem! Au revoir, até já.

septiembre 04, 2011

Simples Elegância


Eu falo muito aqui sobre a elegância, principalmente sob o enfoque de que menos é mais. Hoje deixo dois vídeos curtos que falam de uma outra elegância, a da simplicidade do SER em oposição ao do Ter, a elegante simplicidade do Ser, ou como gosto de dizer: simples elegância.

Os conceitos tratados por Satish Kumar (ecologista e pacifista) nos vídeos falam de seu ponto de vista de sustentabilidade, ecologia profunda e de como nossos hábitos e paradgimas sociais afetam nosso viver e planeta. Em como nosso estilo de vida atual é artificial e nos desconecta da Terra e da vida... Conceito no qual acredito profundamente e tento aqui, com minha gota-antídoto incentivar uma elegância real, profunda, simples e voltada para a re-conexão com o planeta, pois moda e estilo sem sustentabilidade, consciência e respeito pelo planeta não contém elegância alguma.

Pare, assista e reflita. É hora de despertar!Ame seu planeta, ame-se!

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Au revoir, até já!

agosto 17, 2011

A tara da Zara


Já citei aqui anteriormente sobre as marcas que deixam marcas...
Aquelas empresas produtoras de moda que não são nada sustentáveis, éticas, responsáveis e nem mesmo conscientes. E mesmo assim levam a maior fama impulsionados por nós e nossas compras.

Desde ontem um querido jornalista fez mais uma vez de super herói e denunciou a realidade de uma destas marcas que deixam cicatrizes profundas no planeta e em seus seres. E o pior: andam a solta pelo mundo desfilando como lindas damas, mas não passam de "lobo em pele de cordeiro".

Leia e conheça uma realidade que infelizmente ocorre muito mais do que se imagina ou se deixa saber...
http://blogdosakamoto.uol.com.br/2011/08/17/roupas-da-zara-sao-fabricadas-por-escravos/

Então solicito consciência e cuidado na hora de suas compras e opções de consumo!

E aqui você tem o vídeo do programa citado:
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Fecho com uma excelente frase do meu super herói preferido do momento, Leo Sakamoto: "Quando você compra, deposita seu voto naquela empresa, na forma como aquela mercadoria foi produzida. O ato da compra é um ato político."

Aja, consuma com consciencia e compaixão!
Como diz meu Lama: "Compassion is Fashion!"

Au revoir, até já.

julio 05, 2011

Verdade Essencial


Truth is the Voice of Nature and of Time
Truth is the startling monitor within us
Naught is without it, it comes from the stars,
The golden sun, and every breeze that blows. . . .
--W. Thompson Bacon


[A verdade é a voz da Natureza e do Tempo
Verdade é o surpreendente monitor dentro de nós
Nada está sem ela, isto vem das estrelas,
O dourado sol, e cada brisa que sopra...
-tradução livre]


Já tomamos lanchinho, falamos de frutas, formas e formatos, mas vou retomar o assunto Sustentabilidade sob o enfoque despertador... Aquele que tenta despertar você para a essencial verdade contida nisto tudo.

A verdade não possui uma definição exata e até hoje se discute o tema com variadas categorias, uma delas é de que não existem verdades absolutas. Existem dois tipos classificados de verdades: as subjetivas com as quais estamos particularmente familiarizados, aquelas que temos como indivíduos. Fulano tem um comentário como verdadeiro, e sicrano vê o mesmo comentário como não verdadeiro. E existem as objetivas, que são as demonstradas pela ciência, os ditos fenômenos que ocorrem independentes da existência do ser humano. São verdades comuns a todas as pessoas, exemplo: o sol nasce todo dia. Logo, cada indivíduo possui dois tipos de verdades: as próprias e as comuns ao mundo.

Eu digo que ainda existem as verdades maquiadas, que você sabe que foram adequadas para parecerem muito reais e muitas, mas muitas vezes nos confundem a fim de que se tornem comuns. No âmbito da Moda, e agora da sustentabilidade, isto acontece muito!
Buda disse certa vez: “Não acredite em nada do que eu digo apenas por respeito a mim, mas teste por si mesmo, analise como se você estivesse comprando ouro.”
Eu aqui neste blog tento analisar e esclarecer as verdades sobre a Sustentabilidade da Moda, como Buda disse.
E peço a você que me lê: faça o mesmo.

Como diz o poema acima, a Verdade é a voz da Natureza e do Tempo, por mais que se maqueie eu creio que a verdade sempre triunfa. Mesmo que demore um pouco, se seu monitor interno estiver ligado e antenado, fica mais rápido e fácil localizar as verdades.

Por que tudo isto?
Porque tenho andado a ouvir cada declaração assustadora em nome da Moda Sustentável que dá medo! Muito medo! E antes que “Maga Indústria da Moda” transforme tudo isto com sua varinha de condão em mais uma história da carochinha, vamos esclarecer!
Deixo claro que (um), meu pensamento casa em tudo com o do sábio Mestre Gandhi, ser tão sustentável que dizia: "Não existe beleza na roupa mais fina se ela gera morte e tristeza.”

Que (Dois) o conceito de sustentabilidade*, que começou a ser delineado na Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano, realizada em Estocolmo de 1972, vem do termo sustentável que provém do latim “sustentare” (sustentar; defender; favorecer, apoiar; conservar, cuidar) e onde se definiu em 1987: o uso sustentável dos recursos naturais deve "suprir as necessidades da geração presente sem afetar a possibilidade das gerações futuras de suprir as suas".

E (Três), que Moda sustentável aqui, para mim, deve ser pensada epistemologicamente*, que quer dizer: “o estudo da origem, a estrutura, os métodos e a validade do conhecimento, motivo pelo qual também é conhecida como teoria do conhecimento. Relaciona-se com a metafísica, a lógica e a filosofia da ciência, pois, em uma de suas vertentes, avalia a consistência lógica de teorias e suas credenciais científicas.” (*fontes: Wikipédia)

Logo, moda sustentável para mim neste blog, tem a ver com consciência global, ética, interdependência, espiritualidade, filosofia de vida, interconectividade, no intuito de se manter a verdade sobre o tema que tem sido tão praticado de diversas formas, formatos e condições, em alguns casos duvidosos, a meu ver. E voltando à verdade que em grego é A-Leteia, significando “o que não se esconde”, “aquilo que não passa”, a mesma Verdade que resiste ao tempo como o Estilo e Elegância, tão Essenciais em nossas vidas hoje e sempre!

Sustentável passa por ter de gerar alegria, felicidade. Se algo na Moda e sua produção contrapõem isto, não é sustentável, é o reverso! Este é um critério básico de identificação.

Posso vez ou outra, tratar aqui de imagem pessoal, seus truques e segredos, mas terão de me pedir. Sinto mais urgência no momento de falarmos das Verdades Reais do tema de Moda Sustentável. Que minha gota-antídoto ajude a revelar as verdades essenciais de verdades maquiadas que andam por aí em rostinhos bonitos e boquinhas pintadas.
Seja cauteloso e busque a Verdade Essencial, se você mantiver seu coração aberto e sintonizado, saberá detectar. Siga seu coração e busque a verdade essencial, sempre.
Este vídeo mostra num dos tantos episódios, as ilusões constantes a que estamos submetidos e nos ajuda a distinguir aparência de realidade. Veja e repense seus hábitos.

Bienvenido a la Realidad 43 - La Diferencia entre Apariencia y Realidad
http://www.youtube.com/watch?v=ia9PbZ_aX8U

É hora de despertar!

“All our actions take
Their hues from the complexion of the heart,
As landscapes their variety from light.”
--W. Thompson Bacon


Au revoir, até já.

imagem: Madonna By Steven Klein

julio 01, 2011

Modelos e Modelitos (ou formas e formatos)




Hoje vou falar de um tema de imagem pessoal que a indústria da moda não fala, não sei bem por que. Mas como sabemos, conhecimento é poder, de decisão inclusive!

Todos querem estar bonitos e bem vestidos, mas a maioria esquece que existem formas de roupas e formatos de corpo. E combinar formas inadequadas ao formato de nosso corpo sempre causa uma impressão visual desfavorável. Sim, pois quando você acha uma pessoa elegante, mesmo quando está muito casual, em sua maioria é porque ela sabe usar as proporções. Entender e trabalhar bem com o formato que se tem de corpo é um passo firme na direção da elegância. Utilizar com sabedoria o jogo de proporções nos ajuda a criar um efeito visual que destaca melhor nossas qualidades e camufla nossas desvantagens físicas.
Como dizia Dior: “Não é o dinheiro que faz a pessoa ser bem vestida, é o discernimento."
E eu completo: discernimento e seu bom uso.

Causar uma boa impressão se torna fácil depois que você entende seu formato e combina as boas formas para compor seu visual. Então quando comprar roupas ou montar o “look” veja se combinam entre si e se não são antagônicas ao seu estilo. Isto poupará muito do seu investimento de dinheiro e tempo.

Nenhum corpo é igual ao outro e a moda em geral impõe um padrão de corpo que não temos!
Então, cuidado na hora da compra e combinações.
Especificamente no Brasil, temos a estatura mediana mais baixa que o padrão do mercado mundial e, por exemplo, as bainhas das calças sempre sobram. Você já tentou parar para pensar no desperdício que isto causa ao planeta? E quantas vezes já comprou por impulso porque estava na última moda e não usou a peça, ou não se sentiu realmente elegante com ela e a jogou fora? Então comprar certo, conscientemente, passa por saber qual melhor forma a comprar para aproveitar o máximo da peça. Isto é uma atitude sustentável.

Você sabe qual o formato do seu corpo?
Aqui neste site tem uma maneira automática e prática de calcular para saber:
Body Type Calculator

Mas eu peço que você generosamente vá para frente do espelho e olhe-se demoradamente, sem roupa. Isto, aliás, deve ser um exercício constante de autoconhecimento e avaliação POSITIVA! Eu faço isto constantemente, onde para o que está bem dou nota 10! E onde não está tão bem, digo: podemos melhorar um pouco aqui, atenção! Mas saiba você, que minhas celulites têm nome e são minhas amigas! Eu não deixo de ir à praia por causa delas! Não sou perfeita. Alguém é?
Verifique sua postura em dias diferentes, ela muda, muitas vezes conforme o humor. Observe e corrija! Isto influi, além de no humor e atitude diante a vida, altera inclusive o caimento da roupa e a torna mais elegante. Este exercício de espelho são tempos pessoais e revigorantes. Experimente!
( Para ler mais sobre espelhos, leia aqui: Espelho, espelho meu)
Agora vamos ver quais são os formatos.


°Banana ou retangular
Formato: as medidas da cintura são pouca coisa menor do que o quadril e busto, o que dá uma impressão retangular. As proporções são praticamente iguais, com pequenas diferenças, não são curvilíneas. A cintura deve ser seu foco!
Formas: Use jaquetas, casacos e vestidos acinturados, saias evasês, pregas, cintos para marcar a cintura. Casacos e blusas que destaquem os ombros com golas ou babados também são uma boa. Abuse de decotes em formatos de “V”, “U” canoa e para quem gosta do estilo, o corselete é outra ótima opção para delinear a silueta.
Evite: Camisas ou blazers de modelos quadrados e largos, gola alta, que cobrem o colo e deixam a silueta mais pesada, vestido de corte reto, saia justa e tubo, jaquetas curtas/quadradas (sem serem acinturadas), são formas que devem ser evitadas.

°Maçã (circular)
Neste formato as medidas têm os ombros mais largos e busto e quadril mais estreitos. As proporções superiores são maiores. Assim disfarçar a parte superior é o objetivo.
Formas: Na busca de combinações adequadas, prefira chamar a atenção para o colo e pescoço, com decotes “V” ou “U”, brincos e colares. Opte por calças sem pregas, de cintura alta e corte reto. Vestidos retos acima dos joelhos.
Evite: blusas curtas, roupas justas demais, vestidos com recorte abaixo do busto e cinturões.

°Pêra (triângulo para cima)
Formato: os quadris são maiores do que as medidas de busto. As proporções inferiores são maiores. Logo, disfarçar os quadris é o alvo.
Formas: Camisas que tenham o decote que ultrapassem a linha do ombro para alagá-lo como os canoa e camisetas de alças, com babados ou volumes são ainda melhor.
Calças ou saias de cores escuras e retas sem serem justas, modelos evasês.
Evite: calças de cintura baixa ou com pregas, cigarretes ou strech, assim como as saias volumosas.

°Ampulheta/Violão (triângulos opostos)
Formato: o quadril e busto, são quase do mesmo tamanho, com uma cintura estreita. As proporções são equilibradas e curvilíneas. Este é o formato mais almejado.
Formas: ressalte a cintura, mas não de maneira exagerada, procure valorizar uma das partes do corpo, pois seu formato já é bem curvilíneo por natureza. Por exemplo, se usar uma forma ajustada na parte inferior, use uma forma “solta” na superior e vice-versa. Utilize formas que permitam movimento, cômodas e femininas.

Se você prestar atenção, o seu formato de corpo pede em geral a forma oposta para se equilibrar. Sabendo deste truque, para vestir-se adequadamente num visual equilibrado e elegante fica mais fácil.

E o que afinal esta salada de frutas tem a ver com sustentabilidade?
Tem que com este conhecimento, você não agirá por impulso e nem sob a pressão de vendedores na hora de adquirir mais! VOCÊ sabe o que te veste melhor e os porquês.
Decisão de compra é algo que se usado com discernimento, se torna muito sustentável.
Você pode inclusive reformular aquela peça que você adora, mas não te cai bem... A forma pode estar em desacordo com o formato. Recicle!

Espero que este post "recreio" tenha elucidado o tema das proporções.

E lembre-se sempre do sábio conselho de Leonardo da Vinci: “A simplicidade é o último grau de sofisticação.”

Au revoir, até já.