Já comentei algumas vezes e acho que está claro que
socialmente somos conduzidos a crer que ter, é ser mais feliz, o que é um
grande engodo. O ter pode preencher um vazio de alma em conflito, mas causa
danos à saúde e harmonia, como claramente comprova a filosofia de vida do
escritor e designer Graham Hill.
Seu vídeo explica um pouco de seu projeto e fala sobre
várias coisas que já tratamos aqui, como compra consciente, por exemplo.
Graham fala sobre a mudança de um estilo de vida cheio de
posses e encargos para gerenciar os mesmos, para um definido pela liberdade e
leveza, onde a beleza e funcionalidade estão incluídos.
Vivemos em um mundo de excesso de coisas, onde hiperlojas de
24 horas oferecem dilúvios de oportunidades de compras, on-line inclusive. E não
há qualquer indicação de que qualquer uma dessas coisas faz alguém mais feliz,
na verdade parece que o inverso pode ser verdadeiro.
Às vezes, pode parecer quase impossível liberar-se da fanática
atração de todas as coisas novas que podemos ter ou comprar. Porém Graham descobriu
a partir de um relacionamento com a mulher que amava que o fez mudar de
perspectiva e perceber que as coisas que realmente importam e são essenciais em
sua vida, são as não materiais. Essencialmente falando, Amor e pessoas são o que valem uma vida.
Segundo seu texto:
“... num estudo publicado no ano passado intitulado "A
vida em casa, no Século XXI", pesquisadores da UCLA observaram 32 famílias
de classe média de Los Angeles e descobriram que todos os picos de estresse hormonal
das mães aumentam durante o tempo que têm de lidar com seus pertences. Setenta
e cinco por cento das famílias envolvidas no estudo não poderiam estacionar
seus carros em suas garagens, porque eles estavam muito congestionados com pertences
acumulados.
Nosso gosto por coisas, afeta quase todos os aspectos de
nossas vidas. O tamanho das casas, por exemplo, aumentou nos últimos 60 anos. O
tamanho médio de uma casa nova americana em 1950 era de 90 metros quadrados,
até 2011 a média de casa nova era 230 metros quadrados. E esses números não
fornecem um quadro completo. Em 1950, uma média de 3,37 pessoas vivia em cada
lar americano, em 2011, esse número diminuiu para 2,6 pessoas. Isto significa
que ocupamos três vezes mais a quantidade de espaço per capita do que fazíamos
há 60 anos. ...
... Muito do que os americanos consomem nem mesmo encontrar
o seu caminho em caixas ou espaços de armazenamento, mas acaba no lixo.Os relatórios
do Conselho de Defesa dos Recursos Naturais, por exemplo, aponta que 40 por
cento das compras em comida norte-americanos, vão para o lixo.”
Afinal de contas, o que estamos gerando neste mundo? Qual é
o vazio interno que nos contém a ponto de gastarmos tempo, dinheiro e energia
para depois direcioná-los ao lixo?
Existe um movimento, ainda que pequeno, em busca do Maior,
mais iluminado, uma nova atitude, um novo olhar social, que aumenta com o
tempo. Onde as pessoas descobrem que quando se livram das coisas materiais (e a
obsessão sobre estas coisas) que atravancam suas vidas, elas estão descobrindo
a liberdade de deixar suas vidas se expandir para preencher esse espaço com coisas
substanciais que não são matéria, e sim a Essência da Vida: amor, amizade,
alegria e diversão. Sobretudo, valores humanos.
Os deixo no espaço da fala de fechamento de Hill, para que
pensem e repensem sua atitude de consumo:
"O meu espaço é
pequeno. Minha vida é grande.”
E aqui o vídeo do projeto final de seu apartamento, super prático, leve e elegante:
Hoje vim apenas deixar pensamentos. Na verdade sabedoria que nos faz pensar. São trechos do livro "A Alma Imoral" de Nilton Bonder, livro e peça que recomendo com seis estrelas. Estes trechos "entrecortados" têm em si a mesma essência essencial à Alma. Pare um instante e reflita.
A consciência humana é formada desta descoberta fantástica de que nossa
tarefa não é apenas a procriação, mas, nas condições certas e na medida
certa, transcender a nós mesmos. Esta traição para nós mesmos, que é
vital
para a continuidade da espécie, gera o conceito de alma.
...
Todo processo de mudança inicia-se por uma traição,
o traidor é um transgressor que propõe
outra lei, outra realidade, outra tradição.
É impossível mudar sem se expor ao erro
absoluto. A mutação é imperativa
para a continuidade, portanto a traição
é da ordem da transcendência.
...
Temos
que saber quando o correto é o correto, quando o errado é errado, e
quando o bom é o bom. Mas temos que saber principalmente quando o errado
é o correto, quando o correto é o errado, e quando o errado é o bom.
Compreender um conceito pelo seu contrário é difícil, mas se trata de
fotografar a alma.
...
O surgimento do fundamentalismo em nossos tempos é com certeza
uma reação legítima a um mundo que quer mudar
o eixo do desígnio coletivo para o do indivíduo. Consumir
em vez de reproduzir é dar maior ênfase ao meio reprodutor
do que ao fim reprodutivo. É priorizar o presente em detrimento
do futuro. É poluir mais do que conservar. É, em suma,
ameaçar um animal e com isso o ter acuado com toda agressividade
e desespero de tal condição.
...
Aquele que nada vê, mas sabe o que não vê, de
alguma forma vê o que não vê. Mas aquele que vê, e pensa que tudo o que
vê é o que vê, mas não sabe que nem tudo que vê é o que é, de alguma
forma já está vendo o que não é.
Hoje resolvi criar uma nova etiqueta aqui para o blog, se chama: INSPIRE.
Foi através de uma nota publicada hoje que me deixou muito feliz, porque me deu exatamente a dimensão de que estamos mudando.
O mundo está mudando finalmente! E por ver este movimento circulando através de pessoas como Mat. McHugh com suas inspirações e valores, me inspirei para lançar a idéia de incluir aqui no blog estas pessoas e seus movimentos, que fazem a diferença para um mundo mais consciente, sustentável e Essencial. Mat. é um consagrado músico australiano que já esteve no Brasil com seus shows e creio que continuará a aparecer aqui com seus sucessos. Ele poderia não estar nem aí para a sustentabilidade e valores Essenciais de consumo consciente que tratamos por aqui, muito pelo contrário, por seu trabalho ele poderia ir justo não mão do consumo. Mas ele dá um banho de exemplo a ser seguido por muitos empresários que se dizem politicamente corretos e conscientes. Seu último álbum, por exemplo, Love come save me, foi disponibilizado gratuitamente com opção de uma compra física onde parte dos recursos recebidos serão usados para caridade. Deixo um trecho da carta de Mat. aqui: " ... Aconclusão a que chegueifoi que o quefosse que eu criassetinha que sersobre o amor e em segundo lugar, tinha que ser compartilhada.Eu fui abençoadoo suficiente para sercapaz de passartoda minha vida adulta fazendo músicae ter sidopremiado com umavida incrível.Eu encontrei ummonte de amor e tenho sido presenteado com muitas coisas.Eu sinto como se a coisa mais"importante"que eu poderia fazeré daralgo de volta.Então, eu fiz um álbum de músicaque significa mais paramim do que qualquer um antes dele.Eu fiz omelhor disco que eupodia.Eu vouliberá-lo comoum download gratuito no meu sitecom a opção desolicitar uma cópiafísica, comuma parte dosrendimentos que vãopara a caridade.Meu único objetivoé espalharo amor edar algo de voltapara o Universo." (tradução livre) Só isto já poderia classificá-lo como um Inspire aqui. Também tem muita gente que julgaria isto como auto promoção, infelizmente ainda não completamos a virada total da consciência essencial do planeta. Porém o exemplo que ele inspira vai além, se descreve e comprova em suas ações palavras e movimentos diários, além de suas músicas. Hoje ao ler seu comentário na rede social, esta força motora me comoveu. E me inspirou a criar esta nova etiqueta, pois fica mais próximo da realidade, nossa realidade. Já falei aqui de grandes personalidades, muitas que já se foram, como Ghandi e Audrey Hepburn. Entretanto, creio que ter gente como a gente dando lições diárias de Ser Essencial, não tem preço. Segue o comentário que li hoje: "O que euquero dizer é,eu serei livrepara não ter quecomprar todo produtoque é anunciado, não ter deter a músicamais nova e bacanano mais novo e bacana dispositivo, não ficarinstigadoparavera mais nova e bacana porcariaque passarna televisão,para não gastarum único segundotentando perseguiradefinição de felicidade de alguém. Valorizar ascoisas que me fazemfeliz. Estar semnenhuma pressa paraestar em qualquer lugar. Apenas curtir estaronde estou.A cultura do consumoé baseadaem fazeros consumidores se sentiremcomo se eles nunca, nunca tivessem o suficiente.Benssuficientes, amigos suficientes, alegria suficiente, vida suficiente.Nós já temostudo que precisamos. Nós temos tido istoo tempo todo." (trad. livre) Este parágrafo de Mat. resume e traduz tudo que sempre insisto em dizer por aqui. E acho muito pertinente pensar sobre isto na véspera de Natal, quando toda uma sociedade insiste em dizer que você tem de comprar, comprar e comprar. Esquecendo-nos do real significado do Natal, as cidades enlouquecem e se paralizam para o consumo desenfreado e sem sentido. Então minha sugestão sustentável, consciente e ESSENCIAL para este seu Natal, que simboliza AMOR e COOPERAÇÃO, duas palavras essenciais e de valores supremos para o novo ano, década, milênio, é: gere amor e cooperção neste Natal e novo Ano. Compre um CD físico do Mat., faça presentes artesanais, compre artesanato de ONGs sustentáveis. Adote uma criança carente. Enfim são muitas as possibilidades de sermos amorosos e seguir novos paradigmas. Doar aos que realmente não têm o suficiente, que no caso de nosso país, são muitos! Inspire-se no exemplo que Mat. nos dá e inspira. Seja sustentável, seja Essencial!
Hoje vim deixar uma dica que encontrei e quero compartilhar com vocês.
Me senti muito feliz com esta descoberta por somar duas coisas que gosto muito: Moda e ilustração.
Rebecca Moses reuniu todo seu talento e colocou em um livro que além de lindo, é divertido e nutridor. É nutridor, pois alimenta a alma, o coração e a mente além de nos ensinar o que é vida de Estilo, onde completo: vida de Estilo Essencial (a tecla que sempre insisto).
De forma divertida e muito colorida (suas ilustrações são encantadoras), ela nos conduz pelos caminhos de sua longa jornada no mundo da moda e nos conta qual é a essência principal para se viver em grande estilo.
Alguns dirão que ela é muito privilegiada. Sim, têm razão! Mas acho que o maior privilégio dela é saber reconhecer e celebrar o essencial da Vida em Estilo! O que faz com simplicidade e generosamente compartilha as chaves de suas descobertas, para que entendamos e descubramos o nosso próprio estilo, que eu chamo também de poder pessoal, e saibamos utilizar nossa exclusividade pessoal (já que nascemos únicos), a nosso favor.
Veja um trecho inicial:
" ... Estilo éum reflexo de quemsomos,de onde viemose o quetemos experimentado- de bom, demau, edeindiferente. É o quenos tornaos seres únicosque somos. Tendo a coragem denos perguntar o queamamose porque, é realmentecomeçar o processo decompreensão do nossoestilo emelhorar anossa maneira de vivere comunicarquem somospara o mundoem torno de nós. Viver uma vidaelegante, nãoésobre a compra deroupas de grifeou manter "aquele"decoradordo momento.Também não é sobredinheiro.Viverde estiloé viver comamor,nutrira paixãopor sonhar,manter a fé e por último, mas não menos importante,para entenderquem somos ecomo dizê-lo." (tradução livre)
Este livro resume muito bem a essência em que acredito. Acesse (clicando na capa abaixo), leia (se quiser baixe e guarde) e divirta-se em grande estilo! E não se esqueça: Alimente sempre a alma e celebre a Vida!
Beleza Essencial é o tema de hoje, mais uma vez. Insisto e não desisto de firmar nesta tecla.
Sou fã confessa do autor do texto que vou incluir aqui hoje, por achar que ele transmite a essência do que teimo em querer passar para vocês:
valores Essenciais. Quiroga, o autor e astrólogo, ao meu ver tem uma conexão maior com o andar "de cima", traduz as almas humanas com uma luz única. E para nossa sorte ele hoje fez um relato sobre Estética e Cosmétia de forma suscinta e muito eficaz.
Vamos a ele:
"Beleza é fundamental, e não há razão para pedir perdão por esta afirmação, não há culpa nenhuma envolvida nela, pois mesmo a
aparente feiura tem seu lugar no infinito Universo e compõe a harmoniosa
melodia das órbitas estelares.
Confundir a beleza fundamental
com as curvas bem torneadas de um corpo ou o viço de uma pele saudável
seria o mesmo que confundir cosmética com estética.
Não é a
aparência que garante lugar na beleza essencial, mas compor a presença
da forma mais harmoniosa possível com as circunstâncias em que
existimos.
Enquanto isso, persistir no desejo de a aparência
nossa ser sedutora, atraente, irresistível e plena de sex appeal é
apenas participar da brincadeira cósmica, desde que, evidente,
acompanhada de nutrição filosófica, boa vontade para sermos pessoas
melhores e prestar serviço aos nossos semelhantes.
Porém,
quando a cosmética se torna o único objetivo existencial, nos tornamos
pessoas vazias, bonitas e atraentes, mas vazias e o vazio cobrará o
tributo nos enredando em relacionamentos narcisistas, onde a beleza
essencial da reciprocidade brilhará pela ausência. Ainda mais, o tempo é implacável com a cosmética, fazendo-a decair e resultar no oposto pretendido.
O mesmo tempo, contudo, faz o contrário com a estética, a melhora, assenta, preserva e torna mais serena."
Lembro ainda que o equilíbrio é também Essencial! Ou trocando em miúdos: "saco vazio não pára em pé!"
Não podemos nos esquecer que a cosmética ajuda sim, muito as vezes e valoriza o externo. Cultura é muito importante e solidifica o interno! Porém a soma dos dois faz uma beleza única que irradia...
E marca presença!
Deixo ainda um vídeo muito importante. Eu peço que você assista e reflita. É um documentário da BBC com o filósofo Roger Scruton que trata da importância da beleza. Ele tem enfoque nas artes porém trata do VALOR intrínseco da Beleza, de onde ele remonta e quais efeitos socias causam, interna e externamente, ou melhor dizendo: interna.mente e externa.mente. Bem no início ele já aponta:
"Beleza é um valor, tão importante quanto a verdade e a bondade." Não deixe de ver!
E para finalizar, uma frase essencial de Chanel, eterna diva e mestra de elegância:
" A natureza lhe dá o rosto que você tem aos 20. A vida talha o rosto que você tem aos 30. Mas depende de você merecer o rosto dos 50."
E completo, que do que depender de você, seja um ser Essencial, com valores significativos, que a beleza será consequência.
Este vídeo fala por si só.
Por
favor assista para entender como sua mente mente! E entenda como somos
cumplices e responsáveis em nossas ações diárias e constantes.
Podemos e devemos ser conscientes e livres para não deixar nossa mente mentir.
O
vídeo inclui um exercício prático para que consigamos superar estes
deslizes mentais...que possamos agir desde nosso Ser interno e não
apenas reagir pelo externo.
Não perca!
E Khalil
Gibran tão bem descreve e complementa este post:
"E um tecelão disse: fala-nos das roupas.
E ele respondeu: Vossos
trajes ocultam muito de vossa beleza, porém não escondem o que não é
belo. Embora procureis nos trajes a proteção libertadora de vossa
intimidade, neles podeis encontrar arreios e cadeias. Pudésseis
enfrentar o Sol e o Vento com mais epiderme e menos roupa, pois o sopro
da vida está na luz do Sol e a mão da vida está no Vento".
Consuma consciente.mente sem mentir pra si mesmo.
Au revoir, até já. _/\_
Hoje vim só deixar uma super dica, mensagem do romancista William Makepeace Thackeray, uma frase que descreve um estilo Essencial! Siga-o sempre! E Viva a Vida!
"O bom humor é um dos melhores artigos de vestuário que se deve usar em sociedade."
"Good Humor is one of the best articles of dress one can wear in society." " El humor es una de las mejores prendas que se pueden vestir en sociedad." (repete 3 vezes para a mente guardar!)
Favor não confundir com ações distorcidas... Como bem define Trucom: "O bom humor é uma qualidade 100% espiritual. Ele vem da alma e se manifesta pela criatividade, flexibilidade e adaptabilidade."
E lembre-se: saiba rir de si mesma...sempre!
Então, vista-se de sorrisos e bom humor e estará em Estilo Essencial de Viver!
Porém sinto que precisamos reforçar estes alicerces, os
que fundamentam a real beleza interna bruta, para depois ir ao post prometido,
sobre os brechós e outras dicas de moda sustentável.
Porque nestes tempos em que estive fora, pude perceber
que o ponto crítico e profundo que nos tira o chão e nos faz comprar
compulsivamente e sem pensar, é a baixa autoestima e autoimagem fraca que
cada uma de nós, mulheres, adquirimos ao longo de nossa vida e do ambiente
cultural e social que vivemos. O que abre um imenso portal para que nos
tornemos mais uma “fashion victim”, ou seja, presas fáceis da moda ou
literalmente vítimas da moda.
Então resolvi dar um passo atrás e reforçar a retaguarda.
O que me chamou muita atenção foi que enquanto pensava
neste texto e já o rascunhava, vi uma matéria do Augusto Cury num jornal espanhol
onde fala de como as mulheres não aceitam seus próprios corpos. Ele cita que
apenas 3% das mulheres se sentem bem com seus corpos... Um espanto total! E
comenta que isto é uma tirania, uma sutil e insidiosa ditadura global de beleza
e que nós infelizmente e muitas vezes sucumbimos a isto!
Para ilustrar este ponto, de como nos fazem crer em
falsos valores, peço que vejam este vídeo.
É impressionante e claro de forma direta, se chama “O
maltrato sutil”.
Onde diz: “Não se
esqueça nunca que a verdadeira beleza é uma Atitude e que você é incrivelmente
preciosa quando é autêntica.”
Vamos entender melhor o que é realmente a beleza, por favor!
Poderemos voltar a este assunto quantas vezes vocês quiserem, mas espero deixar
claros caminhos para que todas nós entendamos profundamente o conceito real e profundo da Beleza Interna Bruta (BIB)!
Aquela que é exclusiva, intransferível e única!
Porque é sua beleza interna.
A indústria da moda junto à sociedade nos impõe valores
fictícios de beleza desde que somos muito pequenas e nós, recebemos isto sem
questionamentos desde meninas, absorvemos o belo plástico de revistas,
televisão e outdoors. Cremos que a beleza plástica, forçada e na maioria das
vezes montada, para não dizer falsa, é a única forma de beleza que devemos
seguir e ter. Deixamos assim de Ser
belas para ter a beleza de fachada. A nova beleza “photoshopiana” deste
século, ou seja, aquela completamente moldada e construída no computador e que
de natural e autêntica pouco contém.
Entregamos nosso Poder! Nossa natureza Feminina e natural
fica esquecida e desconectada!
Perdemos o senso estético natural que nos cabe. Paramos
de nos Ver!
Vamos recapitular alguns Conceitos de Beleza para
reintegrar-nos.
Fayga Ostrower, importante artista plástica e professora
brasileira nos diz claramente:
“... A beleza não é o bonitinho. A beleza é esta verdade
mais profunda, essa harmonia interior, esta justeza interior que a gente
descobre, por exemplo, nas ordenações da Natureza. Essa é uma beleza tão grande,
do fato do ser humano ser capaz de criar beleza, com isso ele cria uma dimensão
que existe a partir dele, a partir do ser humano.”
Ela explica neste texto o conceito do belo a partir da harmônica
existente na natureza, isto é o que mais nos emociona e atrai: a proporção áurea ou harmônica.
Esta expressão édevido ao seu envolvimentoconstante nabeleza e perfeição.Curiosamente,a maioria dos objetosque os seres
humanosjulgamesteticamente
agradável, aderem à ela. Nosso corpo, a
natureza e tudo que nos cerca tem uma unidade comum, a proporção harmônica está
em qualquer criação natural. São proporções que se repetem sempre também de
maneira e crescimento dinâmico.
E MahatmaGandhidefineque"a verdadeira beleza éa que consistede umapureza de coração."
As mulheres na tradição hindu se vestem com muitas jóias
e ricos ornamentos para honrarem sua Deusa interior ( a qual habita nosso coração), que todas nós levamos
dentro! É uma forma de venerar nossa Divindade diariamente como num ritual e manter-nos
conectadas à nossa beleza interior! Mais do que vestir-se para o externo, elas
se vestem para louvar o interno, o algo mais que levam dentro de si. É uma
tradição milenar, que devemos seguir também, nos manter conectadas a nossa
Divindade exclusiva e particular.
Então mais uma vez digo: vestir-se de forma a ressaltar e valorizar nossas corretas proporções é
um caminho seguro para a elegância e beleza. Ter estilo reproduzindo
proporções harmônicas, de forma simples, autêntica e natural reforçará sua beleza, interna e externa. E para isto
é necessário se conhecer de dentro para fora, pois é lá dentro que mora sua
real beleza interna bruta!
Elegância vem de
dentro, do coração.
Pulse seu coração
em estilo Essencial! E seja bela!
Namaste!
Au revoir, até já.
PS: E nunca se esqueça...
PS#2: UY volto atrasada, pois este post tem até trilha sonora! Encontrei esta canção durante minhas investigações para escrever este texto... perfeita sincronia! Quando der aquela baixada na autoestima, escute-a e pratique! A private party to you!
Andei, vazei, esvaziei e voltei. Versão mais profunda,
12ponto12.
Como sempre chega o final do ano e eu venho me despedir
de uma etapa para iniciar outra junto ao blog. Creio que alegria e humor são
partes fundamentais da vida e hoje em dia tão necessárias, então decidi
utilizá-los aqui para que nossas conversas sejam mais claras, iluminadas e
leves, assim como desejo que seja o novo ano que se aproxima para todos vocês.
Estou gestando este texto há uns 3 ou 4 meses, sem
brincadeira. Li muito, pesquisei, ouvi o mundo, mas o texto não nascia. Ia e
vinha na minha mente, pois acho que são assuntos muito importantes e quero
trazê-los para o foco do consumo consciente e não me encontrava para
finalizá-lo. Acho que agora vai.
Quero tratar faz algum tempo de como se formam
paradigmas, que a moda impõe e o mundo corre atrás, geralmente sem pensar ou
refletir. Da obstinação da indústria da moda pelo luxo, ou novo (como assim
novo?) luxo em contraponto com a “fast fashion” (moda rápida).
Primeiramente pensei em separá-los, mas creio que achei o
fio da meada ao juntar tudo. Vamos lá.
Hoje vou, sobre tudo, contar histórias.
No início da moda, as roupas eram feitas sob medida, a
chamada “haute couture” (alta costura) o que encarecia as peças, por serem
personalizadas, exclusivas e sem grande escala (feitas uma a uma à mão) com
materiais nobres também produzidos em pequena quantidade em geral vindos de
terras distantes, mas o caimento e elegância proporcionada são incomparáveis. Verdadeiras
obras de arte!
Aqui faço um parêntese: a roupa sob medida prioriza as
proporções de cada pessoa o que automaticamente favorece cada corpo e volume em
particular, valorizando seu estilo próprio. Ou seja, a roupa da costureira é um
luxo, porque só você tem e é sob sua
medida.
Continuando, com a recessão causada pela segunda Guerra e
a necessidade de aquecimento econômico, surgiu a “pret-a-portêr” ou “ready to
wear”, a famosa roupa pronta para uso, pois não necessitava provas nem ajustes
personalizados, o que possibilita a produção em grande escala, reduzindo custos
e tempo de produção. Muitas peças são produzidas em um curto espaço de tempo e
os materiais, também produzidos em larga escala e mais acessíveis e, diga-se de
passagem, sem tanta qualidade. Nesta produção em massa, que gerou uma
criação massificada de moda e estilos, se desmonta o estilo pessoal.
Se me acompanha até aqui, entendeu que a partir desta
jogada mercadológica a indústria da moda deixou de ter um estilo para produzir
paradigmas, ou padrões a serem consumidos. O corpo particular torna-se a partir
daqui um volume: pequeno ou médio ou grande. Quando muito, extragrande ou extra
pequeno. As curvas e proporções individuais se tornam um padrão massificado. A
elegância é massificada e em alguns casos, muito questionável.
Bacana podermos consumir mais por menos. Muito mais,
aliás, já que a alta produção precisa escoar e dar continuidade a fabricação.
Uma cadeia produtiva da moda e consumo que não podem mais parar, custe o que
custar o progresso precisa continuar. Nasce o consumo compulsivo.
Os industriais de matérias primas, principalmente de fios
(tecelagem) e pigmentos têxteis, começam a ditar o que se deve produzir para
que girem os seus produtos em particular. Por exemplo, o pigmento preto está em
alta no estoque porque as cores vivas foram tendência na última temporada,
agora então terei de vender preto e cores que o empreguem, logo está composta a
cartela “must have” do momento. Com as
fibras têxteis passa o mesmo. E isto se reflete inclusive nos formatos das
roupas. Se numa estação a silueta é justa ao corpo e sobraram muitos fios, que
produzem metros excedentes de tecidos, minha estação seguinte bem provavelmente
terá roupas amplas, ou as ditas “over sized”. E se numa estação há muitos
artigos de fibras naturais, as sintéticas que ficaram em estoque, serão
potencialmente a tendência da próxima.
Lembram que as modas vão e vêm?
Pensaram que os estilistas eram os super criadores do
mundo fashion, hãn? Nem tanto, nem tanto.
O Comitê Internacional da Moda que aglutina os maiores industriais
e produtores de matérias primas no mundo, são sem dúvida os primeiros desta fila.
Agora que já falamos dos bastidores da criação e os
padrões de moda impostos no mercado, vamos comentar os paradigmas. Penso que está claro que seguir a tendência de
moda é aceitar um padrão estabelecido pelo mercado de consumo que, nem sempre,
foi pensado para realmente valorizar sua beleza e estilo pessoal. E nós, que
somos os consumidores, pagamos por isto e os aceitamos.
E por que será?
Creio que vários fatores nos levam a isto. O principal é
o bombardeio que sofremos através das mídias que nos convencem de um “padrão de
beleza” de ponta ou “global”, somado ao nosso desconhecimento do que realmente
me veste e faz bem, e uma ingenuidade que nos leva a consumir compulsivamente.
Estamos reagindo ao invés de agir. Nós temos uma livre escolha, mas me parece
que estamos anestesiados por uma imensa falta de informação que não nos deixa
pensar nem agir. Devemos criar um modo mais amplo de pensar e atuar.
Tudo parece tão lindo e maravilhoso! Só parece.
Devemos pensar em por que e para que consumir tanto. Que
cada vez que consumo, invisto em uma cadeia produtiva que em sua maioria não é
saudável. Seja por poluir águas, ares, por empregar mão de obra sem condições adequadas,
por não ser sustentável, o que seja, estou conivente com um sistema prejudicial
ao planeta, à vida.
O padrão fast fashion foi uma forma de acelerar o
processo de consumo que estava sofrendo uma baixa e um aquecimento rápido,
mesmo sendo forçado pelo mercado, poderia reverter isto. E reverteu sim, somente para
os fashionistas.
Porque no geral este tipo de estratégia é muito
prejudicial. A mão de obra empregada em sua maioria é semi-escrava por conta
dos prazos a serem cumpridos. A poluição causada por este processo é sem fim.
Ou seja, nada sustentável, só para ter mais roupa no guarda-roupas a custo
reduzido?
O custo na realidade é altíssimo e extravagante!
Porém de alguma forma a indústria da moda conseguiu
embutir na cabeça geral da nação de que por ser fast, você também tem de ser
veloz em comprar, porque se não acaba! “E como é que se faz para viver sem
aquela peça X, meu Deus?”
Me poupem de responder a pergunta acima.
O que te peço é: raciocine! Como dizem por aí: realiza!
Você acha mesmo que deve ter aquela peça no seu
guarda-roupa? Okay ela é uma pechincha, mas tem qualidade? E muito além disto, vale pagar pelo sofrimento alheio
para ter esta peça no seu corpo? E estimular um sistema prejudicial? Realiza#2!
Agora vamos ao luxo.
O luxo na era dos reis era
luxo. Todos queriam o luxo que vinha de terras quase inacessíveis e custava o
olho da cara, pois simbolizava literalmente a realeza, o topo da hierarquia. Brocados
da China, Sedas da Índia, tudo uma maravilha e a peso de ouro. Veio a
massificação da moda, o estilista famoso lança hoje e a China copia igualzinho
amanhã... O luxo exclusivo tornou-se artigo de luxo. Passou a ser muitas vezes,
tom arrogante e pretensioso. E acorda, pois a monarquia acabou faz tempo, a que ficou é
fachada de ditadura.
Então, lá vem a indústria da
moda outra vez: agora temos o novo luxo! Aquele que é igual, mas com outros
nomes e fachadas se torna quase inacessível, como se voltássemos aos tempos dos
reis, e o paradigma agora é:
“Se você comprar esta pecinha,
que custa dois olhos da sua cara mais meio nariz, você se sentirá e aparentará
ser o REI do mundo!” De lambuja você leva e incorpora a sensação de que todos
te respeitam mais, te obedecem mais e te amam mais!
Ora por favor, vai cair nessa?
Vai se esquecer que neste processo provavelmente estão envolvidas formas de
produção nem sempre sustentáveis e corretas? E crer que para ser “mais” precisa
disto? Realiza#3!
Minha dica é: goste mais de
você. Goste mais das pessoas. Goste mais do mundo!
Roupa é como obra de arte, ela
tem de te fazer feliz e fazer brilhar seus olhos. Não porque o mercado ou a
vendedora diz, mas porque realmente te cai bem e faz você se sentir mais
bonita. Mais amável em si, e não mais amada pelo olhar alheio.
Digo que meu guarda-roupa
contém obras de arte e não apenas roupas. Porque tenho coisas ali, que foram
feitas com muito esmero. Na medida e proporção do meu corpo. Mesmo as compradas
em lojas ou brechós. (SIM, eu compro e muito em brechó! Farei um post só sobre
isto.) Porque conheço as minhas proporções, sei o que me cai bem e conheço as
marcas, sei dos cuidados empregados nas peças, porque fica impresso na alma da
roupa.
Vista sua alma, não apenas seu
corpo!
Este é meu desejo para seu
novo ano. Que em 2012, você possa vestir bem mais que seu corpo, possa
preencher sua alma de alegrias, felicidades e graças. E com isto contagiar e
ser contagiada pelo mesmo impulso amoroso por todos a sua volta. Um impulso
Essencial de Vida!
E agora um listão de presentes:
1.Um vídeo que faz parte do excelente filme “Janela
da Alma”, recomendo, pois trata muito sobre paradigmas sociais. Aqui fica a
parte do mestre José Saramago, que resume essencialmente o que quero que
entendam: (atente bem a partir dos 4 minutos)
2.Como sempre falo e repito por aqui: Já parou pra
pensar?
Para um feliz Natal alegre e
divertido, uma visão de como se pode usar moda e ter estilo sem ser clichê ou
uma vitrine ambulante, mas como obra de arte. Este vídeo da Cris Guerra me
estimulou muito. E eu só agradeço sua existência! Veja depois dele, sobre a
vida e a virada de vida desta guria. É muito motivador, ela é uma guerreira e
vencedora! Dá um exemplo de vida. Inspire-se!
3.María Antonieta Solórzano nos conta porque consumimos
tanto e que é possível reverter isto, um vídeo sobre mudança de paradigma.
4.Os paradigmas vistos pela espiritualidade por Lama
Padma Samten, que nos fala sobre o mundo interno e a superação da ingenuidade.
5.Um vídeo sobre a (real) História dos Cosméticos,
que é um alerta muito importante que não só desconstruiu paradigmas de beleza,
mas me chocou! NÃO DEIXE DE VER.
6.E por último uma visão de como caminham as
coisas para 2012. É um teaser de um filme a ser lançado que não deve deixar de
se ver. É polêmico sim, mas devemos nos informar e entender melhor a realidade
do mundo atual.
7.AH! E não posso deixar de comentar e agradecer!
Como vocês todos sabem, um blog vive e revive de seus leitores e comentários,
se não fico achando que falo sozinha! Foi muito importante a participação de
vocês todos, mas especialmente gostaria de agradecer a Anay Nascimento, uma
nova leitora que se tornou amiga e a maior incentivadora deste blog. Muito
grata Anay querida, que seu 2012 seja iluminado e frutífero, se é que me
entende. :) Para todos vocês, um lindo Natal sustentável e alegre!
Beijos para todos, Boas
Festas, au revoir, até já. _/\_
Por hoje, só uma dica poética:
Esta música "SOCIETY" de Eddie Vedder, traduz muito bem com o que concordo e tento passar aqui no blog. Deixo a letra, junto a uma imagem que vale por mil palavras.
Oh, it's
a mystery to me
We have
a greed with which we have agreed
And you
think you have to want more than you need
Until
you have it all you won't be free
Society,
you're a crazy breed
Hope
you're not lonely without me...
When you
want more than you have
You
think you need...
And when
you think more than you want
Your
thoughts begin to bleed
I think
I need to find a bigger place
Because
when you have more than you think
You need
more space
Society,
you're a crazy breed
Hope
you're not lonely without me...
Society,
crazy indeed
Hope
you're not lonely without me...
There's
those thinking, more-or-less, less is more
But if
less is more, how you keeping score?
Means
for every point you make, your level drops
Kinda
like you're starting from the top
You
can't do that...
Society,
you're a crazy breed
Hope
you're not lonely without me...
Society,
crazy indeed
Hope
you're not lonely without me...
Society,
have mercy on me
Hope
you're not angry if I disagree...
Society,
crazy indeed
Hope
you're not lonely without me...
--
É um mistério para mim
Nós temos uma ambição que concordamos.
E você pensa que você tem que querer mais do que precisa.
Até você ter tudo, você não estará livre.
Sociedade, sua raça louca.
Espero que não esteja solitária sem mim.
Quando você quer mais do que tem
Você pensa que precisa.
E quando você pensa mais do que você quer
Seus pensamentos começam a sangrar.
Acho que preciso encontrar um lugar maior
Pois quando você tem mais do que imagina,
Você precisa de mais espaço.
Sociedade, sua raça louca.
Espero que não esteja solitária sem mim.
Sociedade, realmente louca
Espero que não esteja solitária sem mim.
Tem aqueles achando, mais ou menos, que menos é mais
Mas se menos é mais, como você mantém um placar?
Quer dizer que pra cada ponto que faz, seu nível cai
É como começar do topo
Você não pode fazer isso.
Sociedade, sua raça louca.
Espero que não esteja solitária sem mim.
Sociedade, realmente louca
Espero que não esteja solitária sem mim.
Sociedade, tenha piedade de mim
Espero que não fique brava se eu discordar
Sociedade, realmente louca
Espero que não esteja solitária sem mim...
Esta canção faz parte da trilha sonora do filme "Na
natureza selvagem", que foi baseado em fatos reais (livro: Into the Wild
do escritor, jornalista e alpinista estadunidense Jon Krakauer, publicado em
1996).
Conta a história de um rapaz recém formado, de família abastada que
resolve doar todo seu dinheiro e sair pelo continente americano para chegar no
Alaska, sem companhia ou deixar rastros, ele busca o melhor dentro de si com o
que tem, sua natureza primordial e essencial.
Vale a pena conferir! Um filme
profundo e tocante.
Eu falo muito aqui sobre a elegância, principalmente sob o enfoque de que menos é mais. Hoje deixo dois vídeos curtos que falam de uma outra elegância, a da simplicidade do SER em oposição ao do Ter, a elegante simplicidade do Ser, ou como gosto de dizer: simples elegância.
Os conceitos tratados por Satish Kumar (ecologista e pacifista) nos vídeos falam de seu ponto de vista de sustentabilidade, ecologia profunda e de como nossos hábitos e paradgimas sociais afetam nosso viver e planeta. Em como nosso estilo de vida atual é artificial e nos desconecta da Terra e da vida... Conceito no qual acredito profundamente e tento aqui, com minha gota-antídoto incentivar uma elegância real, profunda, simples e voltada para a re-conexão com o planeta, pois moda e estilo sem sustentabilidade, consciência e respeito pelo planeta não contém elegância alguma.
Pare, assista e reflita. É hora de despertar!Ame seu planeta, ame-se!
Já citei aqui anteriormente sobre as marcas que deixam marcas...
Aquelas empresas produtoras de moda que não são nada sustentáveis, éticas, responsáveis e nem mesmo conscientes. E mesmo assim levam a maior fama impulsionados por nós e nossas compras.
Desde ontem um querido jornalista fez mais uma vez de super herói e denunciou a realidade de uma destas marcas que deixam cicatrizes profundas no planeta e em seus seres. E o pior: andam a solta pelo mundo desfilando como lindas damas, mas não passam de "lobo em pele de cordeiro".
Fecho com uma excelente frase do meu super herói preferido do momento, Leo Sakamoto: "Quando você compra, deposita seu voto naquela empresa, na forma como aquela mercadoria foi produzida. O ato da compra é um ato político."
Aja, consuma com consciencia e compaixão!
Como diz meu Lama: "Compassion is Fashion!"
Truth is the Voice of Nature and of Time
Truth is the startling monitor within us
Naught is without it, it comes from the stars,
The golden sun, and every breeze that blows. . . .
--W. Thompson Bacon
[A verdade é a voz da Natureza e do Tempo
Verdade é o surpreendente monitor dentro de nós
Nada está sem ela, isto vem das estrelas,
O dourado sol, e cada brisa que sopra...
-tradução livre]
Já tomamos lanchinho, falamos de frutas, formas e formatos, mas vou retomar o assunto Sustentabilidade sob o enfoque despertador... Aquele que tenta despertar você para a essencial verdade contida nisto tudo.
A verdade não possui uma definição exata e até hoje se discute o tema com variadas categorias, uma delas é de que não existem verdades absolutas. Existem dois tipos classificados de verdades: as subjetivas com as quais estamos particularmente familiarizados, aquelas que temos como indivíduos. Fulano tem um comentário como verdadeiro, e sicrano vê o mesmo comentário como não verdadeiro. E existem as objetivas, que são as demonstradas pela ciência, os ditos fenômenos que ocorrem independentes da existência do ser humano. São verdades comuns a todas as pessoas, exemplo: o sol nasce todo dia. Logo, cada indivíduo possui dois tipos de verdades: as próprias e as comuns ao mundo.
Eu digo que ainda existem as verdades maquiadas, que você sabe que foram adequadas para parecerem muito reais e muitas, mas muitas vezes nos confundem a fim de que se tornem comuns. No âmbito da Moda, e agora da sustentabilidade, isto acontece muito!
Buda disse certa vez: “Não acredite em nada do que eu digo apenas por respeito a mim, mas teste por si mesmo, analise como se você estivesse comprando ouro.”
Eu aqui neste blog tento analisar e esclarecer as verdades sobre a Sustentabilidade da Moda, como Buda disse.
E peço a você que me lê: faça o mesmo.
Como diz o poema acima, a Verdade é a voz da Natureza e do Tempo, por mais que se maqueie eu creio que a verdade sempre triunfa. Mesmo que demore um pouco, se seu monitor interno estiver ligado e antenado, fica mais rápido e fácil localizar as verdades.
Por que tudo isto?
Porque tenho andado a ouvir cada declaração assustadora em nome da Moda Sustentável que dá medo! Muito medo! E antes que “Maga Indústria da Moda” transforme tudo isto com sua varinha de condão em mais uma história da carochinha, vamos esclarecer!
Deixo claro que (um), meu pensamento casa em tudo com o do sábio Mestre Gandhi, ser tão sustentável que dizia: "Não existe beleza na roupa mais fina se ela gera morte e tristeza.”
Que (Dois) o conceito de sustentabilidade*, que começou a ser delineado na Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano, realizada em Estocolmo de 1972, vem do termo sustentável que provém do latim “sustentare” (sustentar; defender; favorecer, apoiar; conservar, cuidar) e onde se definiu em 1987: o uso sustentável dos recursos naturais deve "suprir as necessidades da geração presente sem afetar a possibilidade das gerações futuras de suprir as suas".
E (Três), que Moda sustentável aqui, para mim, deve ser pensada epistemologicamente*, que quer dizer: “o estudo da origem, a estrutura, os métodos e a validade do conhecimento, motivo pelo qual também é conhecida como teoria do conhecimento. Relaciona-se com a metafísica, a lógica e a filosofia da ciência, pois, em uma de suas vertentes, avalia a consistência lógica de teorias e suas credenciais científicas.” (*fontes: Wikipédia)
Logo, moda sustentável para mim neste blog, tem a ver com consciência global, ética, interdependência, espiritualidade, filosofia de vida, interconectividade, no intuito de se manter a verdade sobre o tema que tem sido tão praticado de diversas formas, formatos e condições, em alguns casos duvidosos, a meu ver. E voltando à verdade que em grego é A-Leteia, significando “o que não se esconde”, “aquilo que não passa”, a mesma Verdade que resiste ao tempo como o Estilo e Elegância, tão Essenciais em nossas vidas hoje e sempre!
Sustentável passa por ter de gerar alegria, felicidade. Se algo na Moda e sua produção contrapõem isto, não é sustentável, é o reverso! Este é um critério básico de identificação.
Posso vez ou outra, tratar aqui de imagem pessoal, seus truques e segredos, mas terão de me pedir. Sinto mais urgência no momento de falarmos das Verdades Reais do tema de Moda Sustentável. Que minha gota-antídoto ajude a revelar as verdades essenciais de verdades maquiadas que andam por aí em rostinhos bonitos e boquinhas pintadas.
Seja cauteloso e busque a Verdade Essencial, se você mantiver seu coração aberto e sintonizado, saberá detectar. Siga seu coração e busque a verdade essencial, sempre.
Este vídeo mostra num dos tantos episódios, as ilusões constantes a que estamos submetidos e nos ajuda a distinguir aparência de realidade. Veja e repense seus hábitos.
Hoje vou falar de um tema de imagem pessoal que a indústria da moda não fala, não sei bem por que. Mas como sabemos, conhecimento é poder, de decisão inclusive!
Todos querem estar bonitos e bem vestidos, mas a maioria esquece que existem formas de roupas e formatos de corpo. E combinar formas inadequadas ao formato de nosso corpo sempre causa uma impressão visual desfavorável. Sim, pois quando você acha uma pessoa elegante, mesmo quando está muito casual, em sua maioria é porque ela sabe usar as proporções. Entender e trabalhar bem com o formato que se tem de corpo é um passo firme na direção da elegância. Utilizar com sabedoria o jogo de proporções nos ajuda a criar um efeito visual que destaca melhor nossas qualidades e camufla nossas desvantagens físicas.
Como dizia Dior: “Não é o dinheiro que faz a pessoa ser bem vestida, é o discernimento."
E eu completo: discernimento e seu bom uso.
Causar uma boa impressão se torna fácil depois que você entende seu formato e combina as boas formas para compor seu visual. Então quando comprar roupas ou montar o “look” veja se combinam entre si e se não são antagônicas ao seu estilo. Isto poupará muito do seu investimento de dinheiro e tempo.
Nenhum corpo é igual ao outro e a moda em geral impõe um padrão de corpo que não temos!
Então, cuidado na hora da compra e combinações.
Especificamente no Brasil, temos a estatura mediana mais baixa que o padrão do mercado mundial e, por exemplo, as bainhas das calças sempre sobram. Você já tentou parar para pensar no desperdício que isto causa ao planeta? E quantas vezes já comprou por impulso porque estava na última moda e não usou a peça, ou não se sentiu realmente elegante com ela e a jogou fora? Então comprar certo, conscientemente, passa por saber qual melhor forma a comprar para aproveitar o máximo da peça. Isto é uma atitude sustentável.
Você sabe qual o formato do seu corpo?
Aqui neste site tem uma maneira automática e prática de calcular para saber: Body Type Calculator
Mas eu peço que você generosamente vá para frente do espelho e olhe-se demoradamente, sem roupa. Isto, aliás, deve ser um exercício constante de autoconhecimento e avaliação POSITIVA! Eu faço isto constantemente, onde para o que está bem dou nota 10! E onde não está tão bem, digo: podemos melhorar um pouco aqui, atenção! Mas saiba você, que minhas celulites têm nome e são minhas amigas! Eu não deixo de ir à praia por causa delas! Não sou perfeita. Alguém é?
Verifique sua postura em dias diferentes, ela muda, muitas vezes conforme o humor. Observe e corrija! Isto influi, além de no humor e atitude diante a vida, altera inclusive o caimento da roupa e a torna mais elegante. Este exercício de espelho são tempos pessoais e revigorantes. Experimente!
( Para ler mais sobre espelhos, leia aqui: Espelho, espelho meu)
Agora vamos ver quais são os formatos.
°Banana ou retangular
Formato: as medidas da cintura são pouca coisa menor do que o quadril e busto, o que dá uma impressão retangular. As proporções são praticamente iguais, com pequenas diferenças, não são curvilíneas. A cintura deve ser seu foco!
Formas: Use jaquetas, casacos e vestidos acinturados, saias evasês, pregas, cintos para marcar a cintura. Casacos e blusas que destaquem os ombros com golas ou babados também são uma boa. Abuse de decotes em formatos de “V”, “U” canoa e para quem gosta do estilo, o corselete é outra ótima opção para delinear a silueta.
Evite: Camisas ou blazers de modelos quadrados e largos, gola alta, que cobrem o colo e deixam a silueta mais pesada, vestido de corte reto, saia justa e tubo, jaquetas curtas/quadradas (sem serem acinturadas), são formas que devem ser evitadas.
°Maçã (circular)
Neste formato as medidas têm os ombros mais largos e busto e quadril mais estreitos. As proporções superiores são maiores. Assim disfarçar a parte superior é o objetivo.
Formas: Na busca de combinações adequadas, prefira chamar a atenção para o colo e pescoço, com decotes “V” ou “U”, brincos e colares. Opte por calças sem pregas, de cintura alta e corte reto. Vestidos retos acima dos joelhos.
Evite: blusas curtas, roupas justas demais, vestidos com recorte abaixo do busto e cinturões.
°Pêra (triângulo para cima)
Formato: os quadris são maiores do que as medidas de busto. As proporções inferiores são maiores. Logo, disfarçar os quadris é o alvo.
Formas: Camisas que tenham o decote que ultrapassem a linha do ombro para alagá-lo como os canoa e camisetas de alças, com babados ou volumes são ainda melhor.
Calças ou saias de cores escuras e retas sem serem justas, modelos evasês.
Evite: calças de cintura baixa ou com pregas, cigarretes ou strech, assim como as saias volumosas.
°Ampulheta/Violão (triângulos opostos)
Formato: o quadril e busto, são quase do mesmo tamanho, com uma cintura estreita. As proporções são equilibradas e curvilíneas. Este é o formato mais almejado.
Formas: ressalte a cintura, mas não de maneira exagerada, procure valorizar uma das partes do corpo, pois seu formato já é bem curvilíneo por natureza. Por exemplo, se usar uma forma ajustada na parte inferior, use uma forma “solta” na superior e vice-versa. Utilize formas que permitam movimento, cômodas e femininas.
Se você prestar atenção, o seu formato de corpo pede em geral a forma oposta para se equilibrar. Sabendo deste truque, para vestir-se adequadamente num visual equilibrado e elegante fica mais fácil.
E o que afinal esta salada de frutas tem a ver com sustentabilidade?
Tem que com este conhecimento, você não agirá por impulso e nem sob a pressão de vendedores na hora de adquirir mais! VOCÊ sabe o que te veste melhor e os porquês.
Decisão de compra é algo que se usado com discernimento, se torna muito sustentável.
Você pode inclusive reformular aquela peça que você adora, mas não te cai bem... A forma pode estar em desacordo com o formato. Recicle!
Espero que este post "recreio" tenha elucidado o tema das proporções.
E lembre-se sempre do sábio conselho de Leonardo da Vinci: “A simplicidade é o último grau de sofisticação.”